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Um gajo deveras apaixonado pelo que faz. Jornalista, magro, pobre e feio. Tio da Carolina e da Gabriela, marido da Viviane. Repórter de esportes e motor, sãopaulino consciente, assessor de imprensa, fanático por automobilismo e esportes de aventura, e também freelancer, porque ninguém é de ferro.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Bem-vindo ao inferno

SÃO PAULO (do you know where you are? You're in the jugle, baby. You're gonna die!) - Primeiras impressões da Capital. Basicamente, nada que fuja ao que é comumente dito: são quatro estações do ano em apenas um dia, uma selva de pedra, uma cidade que nunca dorme, e a que mais se encaixa, um inferno.
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Trabalho na Alameda Jaú, que fica a duas ruas da Avenida Paulista, e praticamente na esquina com a Rua Augusta. Sim, a Rua Augusta, seu safado. Mas os puteiros ficam mais para baixo, tá bom?
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O lugar é bom, pego pouco trânsito pra ir e pra vir, já fiz amizade com alguns taxistas que ficam aqui em frente, os caixas das duas padarias que têm na esquina, a tiazinha da banca e o cara do estacionamento, do qual eu sou mensalista e subtraído, todo dia 5, em R$ 145. Um roubo, mas aqui é assim mesmo.
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Tem muita figura por aqui. Um mendigo que fica falando que maçon é coisa do capeta e toda vez que eu chego para trabalhar me pede um cigarro, mesmo sabendo que eu não fumo. Também tem uma mendiga (existe no feminino?) descabelada e despirocada descontrol total, que fica gritando com voz de maritaca. No começo, pensei que fosse algum papagaio de um vizinho. Mas hoje eu vi a figura.
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Ah, hoje, dois moleques, no máximo 10 anos de idade cada, estavam brigando. Maltrapilhos, o mais novinho tava malucaço e queria ser acertado por um ônibus na Augusta. E gritava. Muito. Aí o tiozinho da padoca deu uns cascudos nele e aí sossegou. Mas deu um show na esquina. Até parei pra ver.
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Mas o pior de todos fica na esquina com a Rua Padre Manoel da Nóbrega. Um mendigo gordo, completamente despirocado, uma cópia genuína, um clone (ou seria ele mesmo?) do Sargento Pincel, aquele dos Trapalhões. Até a voz é igual. Mas tem cabelo. Ruim, que seja dito.
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Ele fica perto de uma farmácia e diz coisas obscenas a quem passa. Seja homem, mulher, padre, freira, judeu, árabe, muçulmano, xiita, talibã ou criança. E, a plena luz do dia, masturba-se virado para a garagem de um prédio. Maluco ou não? É o louco-mor da redondeza. O vocabulário do cara é de deixar a Dercy Gonçalves de cabelo em pé.
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Isso aqui é uma loucura.

3 Comentários:

Anonymous Viviane Buriose disse...

Amor...
Vc me deixou apavorada com esse inferno de São Paulo.
Só apavorada...hehehe, pois medo eu não tenho ainda mais se eu estiver perto de vc... Ninguém me segura. Vou para Sampa de qualquer jeito, ficar pertinho de vc.
Beijão
Da sua Vi

11:46 AM  
Anonymous valandil disse...

uia....um inferno de maluquices...rs...
as impressões de um recém-chegado a sp são cheias de contrastes.

1:56 PM  
Anonymous Anônimo disse...

Estabanado adorei o seu blog. Comentei com o Rossafa, como falar de um cara especial como você. Sabe o quanto nós admiramos vc e torcemos para que as coisas caminhem sempre em seu caminho. Sentimos muito orgulho de tê-lo como amigo, pois vc sempre está buscando isso, que é o mais importante. Lembre-se, o medo de perder tira a vontade de ganhar. Seja feliz sempre...vc merece. Beijos Eliane.

11:31 AM  

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