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Um gajo deveras apaixonado pelo que faz. Jornalista, magro, pobre e feio. Tio da Carolina e da Gabriela, marido da Viviane. Repórter de esportes e motor, sãopaulino consciente, assessor de imprensa, fanático por automobilismo e esportes de aventura, e também freelancer, porque ninguém é de ferro.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Sem perder a ternura

AMERICANA (mas olhem para a lua, que é bela) - Aprendi que para amar não é necessário estar apaixonado, dormir babando, olhar para o céu, para a lua, imaginando a amada, a andar com os olhos rasos, com cara de tonto, andar suspirando por pouca coisa, não se preocupando. De ficar ligando só pra dizer oi, que estava pensando nela, de ficar lembrando a ela que você existe. Mas, como na paixão, é preciso arriscar, é preciso um pouco de falta de juízo e, principalmente, é necessário demonstrar coragem.
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Não é recompensa, não é remédio para a dor. Não amar por conveniência, mas amar por maturidade. De se desdobrar só pra ver o sorriso no rosto da amada, que compensa o maior dos sacrifícios. É ouvir suas lamúrias ao telefone e dizer que está ao lado para o que der e vier, que quando precisar, vai correndo dar um abraço apertado e um cheiro no pescoço.
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É segurar na mão da amada enquanto ela faz uma tatuagem. É passar tranqüilidade, é não ficar dando pitacos e julgando os atos da sogra. Ela é sua sogra, mas é, em primeiro lugar, a mãe dela. E tem que ser respeitada da mesma maneira que você respeita sua amada.
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Dar risada, pensar junto, dar aquelas piscadelas quando entendemos o recado subliminar. É quando ela se apóia no seu peito depois que saem do jantar regado a vinho e ela diz que está alterada e deseja você se aproveite dela toda se jogando sobre você, fazendo o tipo ‘devora-me’.
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As visitas inesperadas com uma barrinha de chocolate ou um bombom de cereja. Conversar enquanto faz a barba. A conversa no banheiro é uma das melhores. Fazer um roteiro sacana. Variar. É lembrar-se, de repente, que hoje é sexta-feira. Chamar os amigos para um jantar em casa, um fondue. É quando na volta da viagem ela fica toda espreguiçada no banco do passageiro no carro, descalça, com as pernas cruzadas ou com os pés encostados no pára-brisas, à vontade, de ray-ban e cabelo esvoaçante da janela aberta... Quando ela escolhe os CDs, quando a gente divide uma garrafa d’água e um pacote de bolacha.
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Os olhos azuis não são nada perto dos seus amendoados.
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É manter amizade. É ter paz e aconchego contra o resto do mundo. É manter silêncio quando não se pode dizer nada. É respeitar o silêncio às vezes, porque quando tentamos quebrá-lo, só pioramos a situação. Homem é assim, não sabe calar a boca. É ouvir, ouvir, ouvir, e ouvir. E não falar. Expresse-se com um abraço ou um beijo na bochecha.
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Não tem nada como aquele estalinho.

5 Comentários:

Anonymous Diego disse...

Excelente.

Parabéns, meu amigo...seus textos continuam ótimos!

Abs

9:22 AM  
Blogger Dita Von Claire disse...

(estou aqui por pura obrigação para dizer , cleber, que você escreve sobre amor, de uma forma bem linda e tal)
*
*
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fui bem né não?
rá.

11:16 AM  
Anonymous Valandil disse...

é o amor....
cleber, ainda não tenho uma definição sobre o amor. se ele é ou não um sentimento que sofre mutação. entretanto, aprendi que se ama de maneira distinta. que o primeiro amor é mais ingênuo. mas aprendi tb que o amor nem sempre tem que ser cor-de-rosa, como vc aborda em seu texto.
parabéns pelas palavras.
abs

3:38 PM  
Anonymous Anônimo disse...

até que enfim alguém do gênero masculino entendeu oq é o amor. parabéns pela coragem! entregue-se e vai ser altamente recompensado (como vc já tem percebido). amei o texto, assim como vc ama sua namorada. hehe... bjks

4:32 PM  
Blogger Lili Cheveux de Feu disse...

E ainda tem a cara de pau de me dizer "o que eu escrevo, estou nervoso, blá, blá, blá".
Pou-pe-me.

4:39 PM  

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