Eu escrevo e te conto o que eu vi

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Um gajo deveras apaixonado pelo que faz. Jornalista, magro, pobre e feio. Tio da Carolina e da Gabriela, marido da Viviane. Repórter de esportes e motor, sãopaulino consciente, assessor de imprensa, fanático por automobilismo e esportes de aventura, e também freelancer, porque ninguém é de ferro.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Ok, eu confesso

AMERICANA (revelação bombástica, nunca ninguém soube disso) - Quando bem pequeno, eu fui corintiano. Culpa do meu avô, 'seo' Antônio Benedito Miani, chamado pela netaiada (os quatro, só), de 'vô Tony'. Criança tem dessas coisas, e como ele morava longe, eu só o via umas três ou quatro vezes no ano. Por isso, era (e ainda é) o 'avô preferido'. E ele é corintiano doente. Eu sou o segundo neto e ele percebeu que não conseguira cativar meu irmão (coisa que o outro avô, 'seo' Américo, santista xiita, conseguiu), caiu de pau no caçula aqui.
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Então, se me perguntavam, eu respondia, no alto da sabedoria de quem tem cinco anos de idade: "cuíntiano". Só que eu não ligava a mínima pra futebol, didn´t give a shit. Os anos se passaram, e um belo dia um primo do meu pai, Marcos, o único sãopaulino da família inteira (contando os lados materno e paterno), começou a encher os picuás meus e de meu primo Adriano que, embora fosse muito bom de bola, não ligava pra time nenhum. Eu não tinha motivos pra gostar de futebol: era e sou ruim demais com a redonda no pé, e em qualquer outro esporte coletivo.
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Só que Marquinhos fez algo no qual meu avô falhou: me levou para um jogo. Pimba. Era o distante ano de 1992. Eu tinha 10 para 11 anos. Gostei daquele uniforme limpo, com duas tarjas paralelas, uma vermelha, outra preta. Um tal de Raí, e um goleiro que jogava de calças. O símbolo era bem mais fácil de desenhar do que o do Corinthians ou do Palmeiras. Até o do Santos. Aí os caras ganham a Libertadores em cima de um time argentino.
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Em dezembro, fiquei acordado para ver os caras baterem o melhor time do mundo, o Barcelona, que tinha Stoitchkov (nem sei como escreve isso), Laudrup e outras estrelas. Aí matou. Sou sãopaulino desde então. Nada fanático. Consciente. Nem vi o jogo de ontem contra o Boca. Estava fazendo algo melhor. Tanto que meus colegas de trabalho nem tiram mais sarro. Porque se tiram, eu dou risada junto.
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Tempos depois eu tive o prazer de conhecer e entrevistar duas personalidades que estiveram naquele time: o goleiro Zetti (que me inspriou a ser goleiro quando joguei) e o volante Pintado, volante daquele timaço e que neste ano foi técnico do Rio Branco. Tenho até o número de celular dele. Gente finíssima, que quando contei como passei a gostar de futebol, me respondeu: "Então você deve ter uns 25 anos. Todo mundo na sua idade tinha uns 10 quando a gente ganhava tudo. E te digo: o que a gente fazia não era futebol; era muito além disso".
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Grande Marquinhos, grande Pintado.
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Fanático nunca fui, nunca vou ser. E as fotos de criança com a camisa do Corinthians nunca vão ser apagadas, estão guardadas. Até porque hoje eu sei que escolhi sim, o Corinthians. Para detestar.
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Desculpe, vô, mas estas coisas são mais fortes que a gente.

4 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

êeee! adorei a historia... ate pq e mais um vira-casaca "curintia-sp" que conheço. se vc fosse pouquinho mais velho, e do interior do rio teria virado flamengo! HAHA... ai, sim, ia ser fanatico. bjks

7:33 PM  
Anonymous Ganso disse...

GRANDE!

SAIU DE UMA BOSTA E ENTROU EM OUTRA...DE GAMBÁ PRA BAMBI...AUAHUAHAUHAUA

Abs, viadinho

5:52 PM  
Blogger Creco disse...

Há aqui um dado curioso, ao qual eu já tinha me dado conta estatisticamente, mas esqueci de mencionar no texto principal: todo mundo que, uma vez na vida virou a casaca, era corintiano antes de trocar para times melhores.

4:06 PM  
Anonymous Anônimo disse...

creco.....vc foi corinthiano....ahahahahahaha....como vc guardou este segredo por tantos anos?

Isso prova que um dia vc soube torcer por um verdadeiro timão!!!

beijocas

9:01 AM  

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