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Um gajo deveras apaixonado pelo que faz. Jornalista, magro, pobre e feio. Tio da Carolina e da Gabriela, marido da Viviane. Repórter de esportes e motor, sãopaulino consciente, assessor de imprensa, fanático por automobilismo e esportes de aventura, e também freelancer, porque ninguém é de ferro.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Adriano, o largo.

AMERICANA (pedala, Robinho!) - Sábado. Eu e meu primo resolvemos fazer uma boa trilha de mountain bike. Enfim, treinar o condicionamento, cansar as pernas, falar mal dos outros e desestressar. Afinal, ambos encaramos uma semana pesada com as namoradas (noiva, no caso dele) com TPMs que nos fizeram merecer férias. Ou um busto de bronze no portal de entrada da cidade.
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Roteiro programado. Só por estradas de terra, aqueles bairros cheios de chácaras. Iríamos (e fomos) de Americana a Limeira, num roteiro que, de ida e volta, dá uns 40 quilômetros. Sim, "só" 40 quilômetros. De carro é fácil, né? Quero ver ir pedalando. Na terra. Com subidas e descidas.
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Legal. Eis que, depois de uma descida trepidante (meus braços ficaram trêmulos no sábado à noite. Eu mal segurava um copo), no começo da subida só ouço o barulhinho pssssssssssssssssssss... Furou o pneu traseiro da bike do meu primo. Estávamos equipados. Paramos, viramos a magrela, tiramos a roda, trocamos a câmara, enchemos o pneu e seguimos na trilha.
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E desce, e sobe, e desce, e sobe. Curva pra cá, curva pra lá. O negócio cansa. De repente, psssssssssssssssss de novo. Na bike do meu primo.
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- Porra, como é que você consegue?
- O que?
- Caralho, eu nunca furei um pneu de bike na vida!
- Acontece.
- Puta merda, mas com você acontece demais!
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Além do mountain bike, ele pedala em estrada. E sempre me conta que "parou pra trocar o pneu, que furou", o que me deu ainda mais argumentos para classificá-lo de Rubinho Barrichello das bicicletas. Claro que o outro é mais azarado. Mas, num Fórmula 1, até eu queria ser.
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Aí achamos o furo na câmara. Ele não montou direito o pneu e o aro "mordeu" a câmara. Remendamos e começo a encher, com a bomba. "Deixa eu agora", pediu ele. Então tá. Na primeira "bombada" (de ar!), clack!
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Quebrou a bomba.
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-Aêêêêêê cabaço!
- Caralho, acho que quebrou a bomba.
- Você ACHA??
- Pô, tem que pedir uma bomba numa chácara aí.
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O tonto aqui vai na primeira chácara. Depois de quase ser atacado por um boxer que tinha o tamanho de um tiranossauro rex, a simpática tiazinha que me atendeu disse que não tinha, mas talvez houvesse uma na chácara do vizinho. "Aqui do lado", disse ela. O senso de distância dela é tão bom que o vizinho dela estava a três quilômetros daquela chácara.
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Cheguei lá e também não tinha. A sorte era que tínhamos passado em frente à chácara dos parentes da noiva do meu primo, isso uns cinco ou seis quilômetros pra trás de onde estávamos. Ele voltou andando e fui pedalando. Por sorte, tinha gente na chácara. Um tio dela pegou o carro e foi buscar o infeliz do meu primo. E, por sorte, de novo, no vizinho (que era do lado mesmo) tinha um compressor. Já estávamos em Limeira.
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Aí voltamos.
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O legal dessa crônica é que o azar não caiu em cima de mim. Foi do lado. Mas dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Então, vai saber...
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- Agora não pode furar mais. Senão, fodeu.
- Se furar de novo, eu juro que te enforco com a câmara e encho o seu rabo com a cola de remendar!
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Ele tá vivo hoje.

1 Comentários:

Anonymous Victor Martins disse...

Hahaha, muito bom... mas nunca vou andar de bike contigo!

10:47 PM  

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