Eu escrevo e te conto o que eu vi

Um blog sobre tudo e sobre nada.

Minha foto
Nome:
Local: São Paulo, SP, Brazil

Um gajo deveras apaixonado pelo que faz. Jornalista, magro, pobre e feio. Tio da Carolina e da Gabriela, marido da Viviane. Repórter de esportes e motor, sãopaulino consciente, assessor de imprensa, fanático por automobilismo e esportes de aventura, e também freelancer, porque ninguém é de ferro.

sexta-feira, maio 08, 2009

Como eu ia dizendo, a aritimética...

SÃO PAULO (você só pode estar de zueira com a minha cara) - É do senso comum que jornalista fazendo conta é um desastre retumbante. Se fosse bom com números, teria sido engenheiro, economista, qualquer cazzo que não tivesse a ver com as letras. Foi o que eu disse pro meu pai, quando aos 12 anos anunciei que seria jornalista, e não administrador de empresas.
.
"Não sei fazer conta. Só sei escrever e olhe lá". E fui pra faculdade seis anos depois. Sem antes tentar passar pelo curso técnico de Mecatrônica no colegial. Depois de um mês e um quadro negro cheio de cálculos de eletrônica e um professor me dizendo "isso é continha de feira", abandonei o navio ali mesmo antes que bombasse de ano.
.
Nas redações, quando a coisa pendia pra matemática, ferrava tudo. O coro era geral: "se eu soubesse fazer conta, eu era engenheiro!", bradavam os revoltados. Eis que hoje me sucede situação semelhante (tanta enrolação pra chegar até aqui).
.
Trabalhando com automobilismo, nos deparamos com estes termos técnicos de engenharia e gírias das pistas. E também com números, metros, velocidade e medidas de tempo. É exatamente onde mora o perigo.
.
Preparem-se, porque agora vem a situação e uma aulinha de aritimética...
.
Um piloto cliente nosso ficou em segundo lugar no grid, com um tempo apenas 0s021 pior que o do pole position, no circuito de Barcelona. Qual foi a missão que me deram? Descobrir que diferença o 0s021 representaria, por exemplo, em metros.
.
Antes que meu cérebro desse um nó, listei meus amigos engenheiros. Como não consegui falar com ninguém, comecei a me mexer, a tirar a poeira de tudo que estava guardado em algum canto empoeirado da CPU localizada na minha cabeça.
.
As perguntas: qual é o tamanho da pista e qual foi o tempo da pole?
.
Bom, a pista tem 4.655 metros, e a pole foi cravada em 1min27s510.
.
Qual seria a média de velocidade dessa volta? Bom, velocidade é espaço dividido por tempo, certo? Então eu tenho que converter este tempo todo em segundos, o que daria 87s510. Certo?
.
Aí, pra tirar a média, eu tive que dividir a extensão da pista pelo tempo de volta. A velocidade foi de 53 m/s - ou metros por segundo, lembram da aula de física na escola? Por curiosidade, achei um conversor de velocidades no glorioso Google, e descobri que 53 metros por segundo correspondem exatamente a 191 km/h. Mas isso foi por curiosidade, não seria útil.
.
Então, 53 metros em um segundo. Quantos metros em 0s021?
.
Deixa eu desenhar:
.
53 - 1
x - 0,021
.
x = 1,113
.
Então, a diferença de tempo de 0s021 correspondeu, no caso da luta pela pole em Barcelona, um metro, onze centímetros e três milímetros de vantagem para o primeiro colocado.
.
Suado, ensangüentado, com fumaça saindo da cabeça, mas realizado com meu sucesso aritimético, passo o resultado ao meu chefe, que diz:
.
"Nossa, um metro? Ah, achei que fosse ser bem menor essa diferença. Melhor a gente não usar no texto".

2 Comentários:

Blogger Diegovj disse...

Não entendi nada....auahuahuaa

Abs!

10:23 AM  
Blogger Lu de Luca disse...

ahhhhh....rs
tb sofro com isso quando tenho que fazer as porcentagens e contas de campanhas de vacinação, etc etc....

ADOREI!

bjo

11:29 AM  

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

Links para esta postagem:

Criar um link

<< Página inicial