Eu escrevo e te conto o que eu vi

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Um gajo deveras apaixonado pelo que faz. Jornalista, magro, pobre e feio. Tio da Carolina e da Gabriela, marido da Viviane. Repórter de esportes e motor, sãopaulino consciente, assessor de imprensa, fanático por automobilismo e esportes de aventura, e também freelancer, porque ninguém é de ferro.

terça-feira, outubro 03, 2006

Tá na hora, tá na hora...

SANTA BÁRBARA (I want to, to take me out!) - Venho percebendo, de umas semanas pra cá, algo que há muito eu desejo: está na hora de sair de casa. Não, não tenho 14 anos e não estou louco para cair na balada para chegar a hora que bem entender, com ou sem o consentimento dos pais. Eu quero sair de casa. Morar sozinho.
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O termômetro disso tudo é o meu pai. Não, nada disso, não é nenhuma divergência com o velho. Muito pelo contrário. Mesmo contrariado às vezes, ele me apóia e me incentiva. Não posso reclamar dele. Em nada. Meu pai é gente boa. Meio fechadão, mas é gente finíssima.
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Sou um gajo que aprecia seus momentos sozinho em casa. Fazer rango sozinho, acordar sem perguntas, não ficar ouvindo "tem isso pra janta, tem isso pro almoço, que horas você vai trabalhar, que horas você chega, onde você vai hoje, não chega tarde, não bebe, não fuma, não corre, usa camisinha", esse tipo de coisa.
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Então, quando meus pais viajam, eu comemoro. Gosto de ficar sozinho. Mas não é uma satisfação completa. Porque a casa não é minha. Não é o meu canto, o meu refúgio. Eu não posso pintar as paredes do meu quarto da cor que bem entender. Minha mãe pode. Tanto pode como fez, quando pintou meu quarto num azul-calcinha de dar náusea. E não precisava pintar.
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Enfim, eu quero um cantinho, meu apartamento. Vejo isso toda vez que eles voltam de viagem. Não sou de deixar a casa zoneada, zuada. Mas esses dias eu dei uma riscada no carro do meu pai. Sem querer, obviamente. Uma barbeiragem que acontece com qualquer um. Aí ouvi a lamuriação que soou como um alarme na minha cabeça, para minha alegria: "parece que não sou dono de mais nada aqui", reclamou Bernuci Sênior.
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Ou seja: "cai fora, guri, você já é bem grandinho. Eu estou de saco cheio, você já está criado e tenho uma neta pra mimar. Então, rá, ré, rí, ró, rua!". Dou toda razão pra ele. Já tô com quase 25 nas costas, ganho meu suado dinheirinho do mês, pago minhas contas, ganho cesta básica (que entrego na igreja), tenho plano de saúde e um carro que é meu, não foi papai que deu.
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O problema é a mama. "Filho meu só sai de casa casado". Rá! É aí que te enganas, mulher.
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Está decidido. Em janeiro, caio fora. Pode até não ser sozinho. E pode até ser uma solução provisória que, infelizmente (porque eu adoro contrariar a minha mãe), dê certo para a previsão doutrinária dela. Então, tá na hora, tá na hora, de pensar em cair fora.
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No mais, quem se importa? O bom é que eu vou sair de casa. Isso é fato. Já passou da hora.

4 Comentários:

Blogger Lili Cheveux de Feu disse...

Vai casa-ar! hahahahaha.
Coitado.

9:31 AM  
Blogger Lili Cheveux de Feu disse...

Mê dá a senha dessa bagaça de novo preu poder mudar o template! E me passa outras fotos por que tu é muuuuito mais bonito do que aquela foto que me passou...

9:32 AM  
Anonymous Anônimo disse...

Passeando...janeiro é uma boa época para o grito de independência final! :o)


www.despudorada.blogger.com.br

2:15 PM  
Anonymous Suzana disse...

Há! Mas não vale levar a roupa pra lavar e passar na casa da mamãe!

8:45 AM  

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