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Um gajo deveras apaixonado pelo que faz. Jornalista, magro, pobre e feio. Tio da Carolina e da Gabriela, marido da Viviane. Repórter de esportes e motor, sãopaulino consciente, assessor de imprensa, fanático por automobilismo e esportes de aventura, e também freelancer, porque ninguém é de ferro.

sábado, junho 26, 2010

Espanha (1)

VALÊNCIA, ESPANHA, 23 de junho de 2010.
(Viagem interminável)
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A noite anterior foi de arrumação de malas para ir à Espanha. Voando de companhia de baixo custo, se você despacha mala, paga o dobro do valor. Então, o negócio era fazer caber um laptop e roupas para quatro dias em uma mochila e fazê-la pesar apenas dez quilos. Um desafio e tanto. Bom, coube tudo.
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O dia começou bem cedo, às 7 horas. Um rápido café e uma caminhada de mais ou menos um quilômetro pela bela cidadezinha de Chatou (com uma mochila de dez quilos nas costas), rumo à estação RER A (a CPTM de Paris). Uns 20 minutos, e desço na estação Charles de Gaulle-Ètoile (lê-se "Charle de Gôle-Etoale"), para pegar o metrô rumo a Port Maillot.
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Dez minutinhos, pimba. Cheguei. De lá, vou até um local onde paguei 15 euros para que um ônibus me levasse até Beauvais (lê-se "Bové"). Viagenzinha longa: uma hora de bumba (como que ir de São Paulo a Campinas) para chegar no aeroporto onde as companhias Low Cost operam.
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E no avião é uma zona. Não há assentos demarcados - e nem reclináveis. Paguei 5 euros pelo que pensei ser uma pizza - era nada mais que uma bruschetta um pouco maior, e de pepperone. O vôo atrasou uma hora pra sair, o que começou a me deixar preocupado.
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Decolou, beleza. Fiquei no corredor e caí na besteira de tomar um suco de laranja. Suco de laranja na Europa é a maior fria. É horrível. Acho que fazem o suco só com a casca da laranja, e você fica com aquele gostinho de cangambá no céu da boca. Suco de ressaca.
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Cheguei em Madri - não sem antes enfrentar uma bela turbulência na parte final do vôo, o que estranhei, porque estava, como dizem os pilotos, um céu de brigadeiro - e tinha que ir para a rodoviária, onde eu pegaria o ônibus para Valência - mais quatro horinhas de viagem.
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Fui pesquisar. De metrô, custava 3 euros, mas levava 40 minutos. De táxi, levava 10, mas custava 30 euros. Uma outra empresa dentro do aeroporto levava de van por 20 euros, nos mesmos dez minutos. E como eu tinha que chegar à rodoviária em no máximo meia hora, foi a minha opção.
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Cheguei somente a tempo de comprar uma garrafa d'água e embarcar. Às 21h10, já estava em Valência, fora do ônibus. Mais 10 euros e um táxi me levou até a região do circuito que neste final de semana recebe a Fórmula 1. Fui até a praia, comi uma bela pizza de 12 euros de frente pro Mediterrâneo, achei um albergue por 48 euros a noite com internet grátis (e das boas!) e lá passei a noite.
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Foi o dia em que acordei no horário europeu e fui dormir no brasileiro... Punk.
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Mas tudo vale a pena, quando a alma não é pequena, dizia o poeta.

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